Manutenção de frotas mistas: jogar pelo seguro pode sair caro

Em conversa com gerentes de manutenção de equipamentos de construção tornou-se claro que as frotas mistas são cada vez mais comuns. A maioria menciona pressões financeiras internas e variabilidade na qualidade do equipamento entre os vários fabricantes como as principais razões para já não serem fiéis a um único fabricante.

 

Apesar de as frotas mistas poderem reduzir os custos e, por vezes, melhorar o desempenho, há também inconvenientes: o principal é um plano de manutenção significativamente mais complexo.  Os diferentes OEM apresentam diferentes especificações ao nível da revisão e dos intervalos de manutenção, diferentes exigências e diferentes necessidades de lubrificação, tornando a manutenção uma tarefa difícil de gerir.

 

Como efetua esta gestão? Muitos gerentes adotam uma abordagem mais conservadora dos planos de manutenção e intervalos de muda de óleo na tentativa de encontrar um intervalo comum que se aplique a toda a frota.  No entanto, daqui resulta frequentemente o agendamento de revisões e muda de óleo mais frequentes do que seria necessário e que não cumprem as recomendações das OEM. Esse programa conservador é uma "apólice de seguro" barata que acreditam que eliminará a necessidade de análises regulares ao óleo.

 

O que estes gerentes não compreendem é que a análise do óleo não se trata apenas do óleo.  A análise do óleo permite identificar vários tipos de problemas no seu equipamento: há uma diluição do combustível, contaminação, fuga de líquido de refrigeração ou qualquer outro problema que possa prejudicar o desempenho?  A análise do óleo ajuda-o a prever e talvez até mesmo a evitar falhas inesperadas no equipamento.

 

Ao criar um plano de manutenção comum para toda a frota e a eliminar as análises ao óleo poderá estar a aumentar os custos do material e da mão de obra, aumentando também o risco de falha catastrófica em qualquer máquina em até 11%.

 

Vamos considerar um qualquer equipamento comum, como um scrapper.  As de óleo, incluindo o custo do óleo, filtros, óleo gasto e mão-de-obra, custam cerca de $1.540 por ano. Presumindo que a sua frota tem 100 máquinas semelhantes a receber serviço de óleo quatro vezes por ano, estará a gastar $154.000 por ano em mudanças de lubrificante. Se realizar uma análise regular do óleo pode, em média, eliminar pelo menos uma destas mudanças de óleo por máquina por ano. Por outras palavras, sem uma análise regular do óleo, estará a gastar anualmente mais $38.500 do que seria necessário.  E estes valores não têm em conta o tempo de inatividade que será significativamente mais elevado do que as poupanças em custo de material.

 

Sem uma análise regular do óleo também estará a reduzir a capacidade de prevenir falhas comuns no equipamento. Por exemplo, 40% de falhas do motor estão relacionadas com a contaminação do sistema de arrefecimento, a qual uma análise do óleo consegue detetar.  Qual é o custo típico da substituição ou reparação de um motor danificado pelo líquido de refrigeração?  Vamos dizer, em média, $90.000.  Numa perspetiva conservadora, vamos prever uma reparação inesperada por ano no valor de $90.000.  Adicione esse valor aos $38.500 e essa "apólice de seguro barata" vai custar cerca de $130.000 por ano.

 

Um programa de manutenção preventiva completo, que lhe permite controlar facilmente todos os intervalos exigidos pelas OEM, agendar a manutenção em conformidade, incluindo a análise regular do óleo, pode reduzir o consumo de lubrificante em 25%, em média, e também resultar numa maior disponibilidade e utilização do equipamento.  Pode prestar assistência ao equipamento certo no momento certo e receber um alerta sobre potenciais falhas antes de estas acontecerem. Assim, não só irá reduzir os seus custos de material, mas também otimizar a produtividade e maximizar o retorno do investimento para cada veículo.

 

Como é que o programa que tem atualmente se compara com o programa que gostaria de ter?

Dan Holdmeyer
Sobre o autor: Com mais de 35 anos na indústria do óleo e gás, Dan Holdmeyer trabalhou na Chevron nos últimos 14 anos, desempenhando diferentes cargos na empresa antes do seu atual posto de Gerente de Marcas Industriais e de Líquidos de Refrigeração onde atua como engenheiro de lubrificação que apoia a Chevron Delo e outras marcas de lubrificantes associadas. Desempenha um papel fundamental no apoio e na gestão de inúmeros programas relacionados com as necessidades de lubrificação em estrada e off-road. Dan também atua como Especialista de Formação na Chevron para a divisão Global Lubricants desde que se juntou à empresa. Antes de se juntar à Chevron, Dan trabalhou como Engenheiro de Campo na Mobil Oil Corporation durante 20 anos (1979-99) após se licenciar na University of Missouri-Columbia em Engenharia Química.

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