Está a otimizar a sua frota? Ou a colocá-la em risco?

Muitas frotas estão a adquirir lubrificantes de marca que não estão necessariamente adaptados às suas aplicações específicas

Recentemente, um antigo cliente nosso no Canadá perdeu a sua independência para um dos seus concorrentes. Perante orçamentos cada vez mais apertados, começaram a tomar decisões baseadas exclusivamente no preço, incluindo a decisão de usar óleos mais baratos e aplicar protocolos de manutenção genéricos em toda a sua frota. Em vez de economizar dinheiro, esta abordagem teve o efeito oposto: tempo de inatividade inesperado do equipamento e custos de manutenção mais altos. Eventualmente, o resultado foram operações não fiáveis e a perda de clientes. Por fim, a empresa tornou-se um negócio não rentável, sem outra opção que não vender. Os novos proprietários escolheram criteriosamente os ativos e os funcionários da frota e liquidaram os restantes recursos.

 

A sua história é um exemplo concreto para proprietários de frotas de ambos os lados da fronteira. Vemos muitos gestores de frotas a comprarem lubrificantes de marca que não são adaptados às suas aplicações específicas, condições de funcionamento ou objetivos de manutenção que variam de frota para frota. A consequência desta abordagem é que os gestores de frotas não otimizam os intervalos de muda, a eficiência do combustível e o tempo de inatividade. Consequentemente, perdem dinheiro.

 

Vamos analisar outra empresa que fez uma avaliação das suas práticas de lubrificação. A frota da empresa era composta por 1.000 camiões Classe 8, cujo intervalo de mudança do óleo se situava nos 56 000 km. Em média, realizavam duas a três mudas de óleo e novos conjuntos de filtros por veículo por ano e cada camião consumia, em média, 11 galões de óleo de motor a um valor aproximado de $7,50 por galão. Um dia perdido para fins de manutenção representava uma perda de receitas de $2.000 por camião.

 

O que é que isto significa em termos financeiros? Devido à utilização de um lubrificante de qualidade inferior e à não otimização dos intervalos de muda, realizavam uma mudança de óleo desnecessária por ano, com um custo aproximado de $90.000 por ano em óleo e filtros. Além disso, perdiam um dia de receitas por camião por ano devido ao tempo de inatividade para manutenção, ou seja, 2 milhões de dólares por ano para a frota. Ao utilizar um óleo que não garantia a eficiência do combustível, estavam a desperdiçar $643 por ano por camião ou $643.000 apenas em combustível, ou seja, cerca de 1,7% do custo total anual para combustível.

 

O lado positivo foi que esta avaliação revelou o potencial de reduzir os custos em cerca de 2,7 milhões de dólares por ano através da otimização dos intervalos de muda, da eficiência do combustível e do tempo de inatividade.

 

Sem dúvida é um desafio acompanhar as últimas tendências, como a transição para óleos de viscosidade mais baixa, regulamentos relativos aos gases de estufa (GHG), novas especificações dos OEM e otimização dos intervalos de muda. No entanto, muitos gestores de frotas pouparam milhões de euros através da avaliação e definição de aplicações específicas para as suas frotas e da utilização do lubrificante ideal para ajudar a prolongar os intervalos de manutenção. Isto, por sua vez, melhora os objetivos comerciais, tais como o tempo de atividade, a quilometragem média por camião, tonelagem por quilómetro e vida útil mais longa do equipamento.

 

Com o aconselhamento de especialistas em novas tecnologias, juntamente com protocolos de teste, conseguirá identificar os produtos certos para garantir os melhores intervalos de muda, eficiência do combustível e otimizar os tempos de inatividade.  Assim, irá desfrutar de uma maior tranquilidade sabendo que a sua frota opera sempre de acordo com as recomendações do OEM, maximizando o desempenho da frota ao mesmo tempo.

Shawn Whitacre
Sobre o autor: A carreira do Shawn conta com mais de 20 anos de dedicação exclusiva à investigação e engenharia nas áreas de materiais, combustíveis e lubrificantes de motor de serviço pesado. Antes de se juntar à Chevron em 2013, liderou durante 12 anos as atividades globais de engenharia de fluidos e materiais na Cummins. Passou também cinco anos a fazer investigação em lubrificantes, combustíveis e emissões no Laboratório Nacional de Energia Renovável do Departamento de Energia, em Golden, Colorado. Na Chevron, assume o cargo de engenheiro sénior e é o responsável pela formulação de produtos da marca Delo de óleos de motor de serviço pesado. Atualmente é o principal responsável pela formulação para o desenvolvimento do upgrade da linha de produtos PC-11 da Chevron. Whitacre é o novo presidente do Painel de Classificação de Óleos de Motor de Serviço Pesado da ASTM, cuja tarefa é desenvolvimento final dos requisitos da Categoria Proposta 11 (PC-11) que entrou em vigor no final de 2016.

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